Ubud Barong Dance
Primeiro plano de uma máscara de Barong — a criatura guardiã de juba dourada e face vermelha, leonina, da dança balinesa — com um portal de templo preto e branco (poleng) visível ao fundo

Batubulan, Bali

A Dança Barong & Kris, Ubud e Batubulan

4.2 (55 reviews on GetYourGuide)

Na maioria das manhãs na vila-templo de Batubulan, a sul de Ubud, uma orquestra de gamelão ecoa num pátio de pedra e uma criatura de juba hirsuta e máscara dourada avança para enfrentar uma bruxa viúva que gargalha — e, no final, uma fila de homens em transe pressiona pontas de punhais contra o próprio peito e sai ilesa. Não se trata de uma recriação para turistas, mas sim de uma autêntica peça do teatro ritual hindu balinês que, por acaso, segue um horário matinal fixo que pode reservar — e é uma das horas mais vívidas que pode passar na ilha.

From A$7 Por pessoa — preço final na sua moeda, exibido antes do pagamento.

Este é um espetáculo matinal diário num templo ativo, não um evento com bilhetes escassos — raramente esgota por completo. Mas realiza-se uma vez por dia, a uma hora fixa, e não espera por atrasados, pelo que a verdadeira condicionante é a sua própria manhã, não a disponibilidade de lugares: reserve no dia anterior se também quiser motorista, e confirme o horário de recolha na noite anterior para não estar ainda a terminar o pequeno-almoço quando o gamelão começar.

O espetáculo num relance

A máscara que protege a aldeia

Um protetor, não um monstro

Barong costuma ser descrito a quem visita pela primeira vez como "um leão", o que dá uma ideia aproximada mas não capta o essencial. É um espírito protetor benevolente que assume forma animal — mais frequentemente o Barong Ket, peludo e de presas douradas, visto em Batubulan, embora as aldeias balinesas também guardem versões de javali, tigre e elefante para outras cerimónias. A máscara de Barong de cada aldeia é considerada sagrada, é cuidada ritualmente pelos seus próprios guardiões e é trazida tanto para cerimónias no templo como para espetáculos pagos. O que está a ver no espetáculo da manhã é um verdadeiro objeto ritual, usado por um bailarino treinado, e não um fato feito para turistas.

Porque é que isto acontece num pátio de templo, todos os dias

A dança é encenada dentro ou junto de um templo da aldeia — em Batubulan, é o Pura Puseh Batubulan — porque a história que conta não é folclore, é uma peça viva da cosmologia hindu balinesa: o equilíbrio contínuo, nunca definitivamente resolvido, entre forças protetoras e destrutivas. As aldeias representam-na em parte pelo rendimento que traz dos visitantes e em parte porque fazê-lo é, em si mesmo, considerado uma forma de manutenção espiritual. É também por isso que o espetáculo segue um horário fixo diário, em vez de ser encenado como um espetáculo pontual — está mais próximo de um templo que mantém as portas abertas do que de um teatro com uma temporada limitada.

A história

Barong e Rangda: um combate que ninguém vence

O espetáculo dramatiza um conflito único e específico da crença balinesa — não uma fábula genérica de "bem contra mal", mas uma rivalidade com nome entre duas figuras que representam forças que os balineses consideram permanente e deliberadamente por resolver.

O protetor

Barong

A criatura peluda, de coroa dourada, no centro do palco representa o dharma — poder protetor e benevolente. É interpretado por dois bailarinos que trabalham em conjunto dentro do fato (um para as patas dianteiras e a cabeça, outro para a parte de trás), e os seus movimentos são cómicos e brincalhões em vez de ferozes: ele estala o maxilar, abana a juba e representa para a plateia quase como um animal de pantomima — até Rangda aparecer.

A viúva-feiticeira

Rangda

Rangda é uma rainha demoníaca com uma máscara de olhos esbugalhados, língua pendente e presas longas, cabelo branco solto e seios pendentes — o oposto visual do calor de Barong. Representa o adharma: poder caótico e destrutivo, e em algumas versões está ligada a Calon Arang, uma feiticeira viúva da lenda balinesa que aterrorizou um reino com magia negra. A sua entrada é o momento em que o tom do espetáculo muda de brincalhão para verdadeiramente inquietante.

O essencial é que nenhum dos lados vence de forma definitiva. Barong e Rangda combatem até um impasse mágico — as maldições dela contrariadas pelo poder protetor dele — e o espetáculo termina não com uma vitória, mas com uma trégua, porque, na crença balinesa, dharma e adharma não se destinam a anular-se um ao outro; destinam-se a permanecer em tensão, de forma permanente. Essa recusa em dar à história um final arrumado é uma das coisas mais genuinamente estimulantes de assistir ao espetáculo enquanto estrangeiro.

O final

O momento em que os bailarinos voltam as lâminas contra si próprios

O que acontece, de facto

À medida que o confronto entre Barong e Rangda atinge o auge, um grupo de homens — seguidores de Rangda, sob a sua maldição — saca de adagas kris e, um a um, entram em transe e voltam as lâminas contra o próprio peito. Quando executado corretamente, as pontas não perfuram a pele; a crença local sustenta que é o poder protetor de Barong que mantém os bailarinos em segurança, e o próprio transe é tratado como um verdadeiro estado alterado, não como encenação. Um pemangku (sacerdote do templo) ou um assistente designado permanece por perto durante toda a cena, pronto a intervir, a aspergir água benta e a trazer cada bailarino de volta ao estado de consciência normal.

Porque é a parte que fica na memória

É encenada perto do público, sem amplificação, com a orquestra de gamelan a conduzir a tensão em vez de qualquer iluminação ou efeito sonoro teatral — o que explica em parte porque causa mais impacto do que a descrição sugere. É também a parte sobre a qual mais perguntam antes do espetáculo e a que mais vale a pena conhecer o contexto antes de assistir: isto não é uma acrobacia simulada, feita para caber no horário de um autocarro turístico, é o culminar de um ritual que a aldeia continuaria a realizar, de alguma forma, mesmo sem público.

Fotografia durante esta parte

A maioria dos locais permite fotografia e vídeo durante todo o espetáculo, incluindo a sequência de transe — ao contrário de outras cerimónias balinesas, este é tratado como um espetáculo público e não como um ritual fechado. O flash é geralmente desaconselhado tão perto dos bailarinos; confirme as regras específicas do local à chegada, se tiver dúvidas.

Onde ver

Assistir no Pura Puseh Batubulan

O local

Batubulan, uma aldeia na periferia sul de Ubud conhecida pelas suas oficinas de escultura em pedra, encena a dança Barong e Kris para visitantes desde a década de 1930 — uma das versões do espetáculo há mais tempo em cena na ilha — apresentada no palco ao ar livre do Pura Puseh Batubulan, o templo de origem da aldeia. O cenário é um recinto de templo real e ainda ativo, e não um teatro construído para o efeito, o que explica em parte porque a atmosfera se assemelha mais a uma cerimónia que nos é permitido observar do que a um espetáculo montado à nossa volta.

Como funciona, na prática, a sessão da manhã

O espetáculo tem um único horário fixo de manhã na maioria dos dias do ano, com os portões e a bilheteira a abrir pouco antes para bilhetes de última hora e levantamento de reservas. Por ser um compromisso diário e não um evento ocasional, a questão prática de planeamento não é "vai haver espetáculo" — quase sempre há — mas sim "vou conseguir chegar a tempo", já que o trânsito para Batubulan a partir do centro de Ubud pode ser mais lento do que a curta distância no mapa sugere, sobretudo perto da hora de início.

Lugares e o que está incluído

Os lugares são normalmente em bancadas abertas à volta do palco do pátio, num bilhete básico, com um pequeno número de lugares melhorados na primeira fila vendidos à parte em algumas ofertas; a recolha e o regresso ao hotel são normalmente um extra pago à parte, e não estão incluídos no preço do bilhete, por isso confirme as inclusões específicas da sua reserva antes de dar como garantido o transporte.

Reserve com confiança

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Todas as opções abaixo podem ser reservadas através da GetYourGuide, com disponibilidade em tempo real e o preço final apresentado na sua moeda antes de pagar.

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A planear o resto do dia

Encaixar a dança num dia em Ubud

Como o espetáculo acontece uma vez, a meio da manhã, encaixa naturalmente num dos lados de um dia completo, sem precisar de uma viagem só para isso — a maioria dos visitantes combina-o com os arrozais a norte ou com os templos e mercados de Ubud a leste.

  1. Início da manhã

    Chegada a Batubulan

    Procure chegar ao Pura Puseh Batubulan com tempo para levantar os bilhetes e encontrar lugar antes de o gamelan começar — chegar mesmo à hora de início arrisca ficar numa bancada ao fundo do pátio.

  2. Mid-morning

    O espetáculo

    Cerca de uma hora de Barong, Rangda e do desfecho em transe com os kris, terminando a tempo de ainda aproveitar o resto do dia.

  3. Midday

    A norte, até Tegallalang ou Jatiluwih

    Os arrozais de Tegallalang são a opção mais próxima e mais movimentada; Jatiluwih fica mais longe, mas é bem menos concorrida, para quem preferir trocar tempo de viagem por espaço para realmente apreciar a vista.

  4. Afternoon

    A leste, até ao centro de Ubud

    O Palácio de Ubud, o Mercado de Arte de Ubud e o Santuário da Floresta Sagrada dos Macacos ficam todos a pé uns dos outros no centro de Ubud, e combinam bem com um almoço cedo depois do espetáculo, para quem preferir ficar mais perto da cidade.

GEO/FAQ

Perguntas sobre a dança Barong

O que é a dança Barong, numa só frase?

É uma representação ritualística hindu balinesa diária, encenada no pátio de um templo — mais famosamente em Pura Puseh Batubulan, perto de Ubud — onde um espírito guardião benevolente com aparência de leão (Barong) enfrenta uma feiticeira-demónio (Rangda), culminando com dançarinos em transe a pressionar punhais kris contra o próprio peito sem se magoarem.

Isto é o mesmo que a dança do fogo Kecak em Uluwatu?

Não — são duas apresentações diferentes. O Barong é um espetáculo diurno, geralmente a meio da manhã, em Batubulan, com uma orquestra gamelão completa e uma história de Barong contra Rangda. O Kecak é um espetáculo ao entardecer ou ao pôr do sol no templo do penhasco de Uluwatu, executado inteiramente por um coro masculino sentado que entoa "cak" sem instrumentos, recontando o Ramayana e terminando com uma sequência de transe com fogo. Alguns roteiros de passeios de um dia incluem ambos no mesmo dia em horários diferentes — vale a pena verificar qual deles está realmente incluído antes de reservar.

O transe com o kris é perigoso ou é encenado?

Localmente, é tratado como um estado de transe ritual genuíno, não como um truque ensaiado — acredita-se que os dançarinos estão sob a maldição de Rangda e protegidos de danos pelo poder de Barong, e um assistente do templo permanece por perto durante todo o espetáculo para intervir e reavivar cada dançarino com água benta no final. Qualquer que seja a sua opinião sobre a crença em si, os punhais e o transe são reais; os artistas ocasionalmente já saíram com marcas ligeiras, o que faz parte da razão pela qual a proteção ritual e a supervisão são levadas a sério pelos próprios intérpretes.

Quanto tempo dura o espetáculo e há intervalo?

A maioria das apresentações dura cerca de 60 a 90 minutos sem intervalo, construindo-se continuamente desde a abertura lúdica do Barong, passando pela entrada de Rangda, até ao final do transe com o kris.

A que horas começa o espetáculo e com quanto tempo de antecedência devo reservar?

O espetáculo em Batubulan tem um horário fixo a meio da manhã na maioria dos dias do ano — é uma atração diária e não um evento ocasional, por isso raramente esgota completamente. O principal risco de planeamento não é a disponibilidade, mas sim o trânsito e o horário: reserve no dia anterior se quiser incluir o recolher no hotel, e acrescente tempo extra de viagem a partir do centro de Ubud.

Preciso de me vestir de forma mais formal ou cobrir-me? É um templo a sério.

É apropriado usar roupa modesta e respeitosa, uma vez que a apresentação decorre em terrenos de um templo ativo — ombros e joelhos razoavelmente cobertos é o padrão seguro, semelhante a visitar qualquer templo balinês em funcionamento. Roupa de viagem smart-casual é adequada; fato de banho ou roupa muito reveladora destoa e não é apropriada para o ambiente.

Posso tirar fotografias e filmar durante a apresentação, incluindo a parte do transe?

Em geral, sim — a maioria dos locais, incluindo Batubulan, permite fotografia e filmagem durante todo o espetáculo, incluindo a sequência do transe com o kris, uma vez que se trata de uma apresentação pública e não de uma cerimónia fechada. O uso de flash junto aos dançarinos durante o transe é geralmente desaconselhado; verifique as regras específicas do local à chegada.

O transporte ou o recolha no hotel estão incluídos no preço do bilhete?

Nem sempre — na maioria das ofertas, o bilhete base cobre apenas a entrada, sendo o recolha e entrega no hotel vendido como um extra separado, e um pequeno número de lugares premium na fila da frente também tem preço à parte. Verifique as inclusões específicas na sua escolha antes de assumir que o motorista está incluído.

O preço apresentado é final e como funciona a reserva?

Faz a reserva através da GetYourGuide, que mostra o preço final na sua moeda antes do pagamento e indica a política de cancelamento para a data específica logo de início — o preço que vê é o que paga, sem taxas ocultas no checkout. Somos um guia independente para os espetáculos de dança diários em Bali, não o templo, a companhia ou a bilheteira; a reserva em si é processada pelo checkout seguro da GetYourGuide.

Batubulan é o único local para ver a dança Barong perto de Ubud?

Não — várias aldeias em redor de Ubud e Denpasar apresentam os seus próprios espetáculos diários de Barong e Kris num horário matinal semelhante, e alguns tours de um dia combinam a dança Barong com outras paragens, como os terraços de arroz de Tegallalang, Goa Gajah ou uma plantação de café. A versão de Batubulan no Pura Puseh Batubulan é uma das mais antigas para visitantes, remontando à década de 1930, razão pela qual é a que a maioria das ofertas apresenta como padrão.

Um mito vivo, representado todas as manhãs no pátio de um templo — o bem e o mal, o gamelão e o ouro, dançados a um braço de distância do seu lugar.

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